Seguro Viagem Fapesp
Atualizado em abril de 2026 · Leitura: aproximadamente 8 minutos · BEPE · BPE · Reuniões Científicas
Se você recebeu uma bolsa da FAPESP para pesquisa no exterior seja BEPE, BPE ou Reunião Científica, contratar o seguro viagem correto não é opcional. É uma obrigação formal, e errar na documentação pode comprometer o reembolso ou até a liberação de parcelas futuras da bolsa. Este guia reúne tudo que você precisa saber antes de embarcar.
O que é o seguro viagem FAPESP e por que ele é obrigatório?
A FAPESP — Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo — exige que todos os bolsistas e pesquisadores que se deslocam ao exterior com recursos da Fundação contratem um seguro de saúde internacional durante toda a vigência da bolsa. Essa exigência está estabelecida no Manual do Bolsista e nas normas oficiais de prestação de contas da Fundação.
O objetivo é proteger o pesquisador contra emergências médicas, hospitalizações e demais imprevistos que possam ocorrer durante a permanência no exterior em situações que, sem cobertura adequada, podem gerar custos de dezenas de milhares de dólares ou euros.
“Contratar o seguro certo não é só uma exigência burocrática é a diferença entre voltar para casa tranquilo e ter que arcar com uma conta hospitalar no exterior.”
Quem precisa contratar: modalidades de bolsa contempladas
A obrigatoriedade do seguro viagem FAPESP se aplica a todas as modalidades que envolvem deslocamento internacional:
• BEPE — Bolsa de Estágio de Pesquisa no Exterior: Iniciação Científica, Mestrado, Doutorado e Pós-Doutorado com estágio fora do Brasil.
• BPE — Bolsa de Pesquisa no Exterior: Inclui também cobertura para dependentes em determinadas situações previstas pelo edital.
• Reuniões Científicas: A exigência vale mesmo para viagens de curta duração ao exterior.
• Auxílios à Pesquisa: Toda viagem ao exterior realizada com recursos concedidos em Auxílios regulares da FAPESP.
O que a FAPESP realmente exige do seu Seguro Viagem
Este é o ponto mais crítico e mais ignorado por bolsistas de primeira viagem. O seguro viagem para a FAPESP vai além de um seguro turístico convencional. Veja os requisitos técnicos estabelecidos pela Fundação:
Vigência obrigatória
A apólice deve cobrir desde o primeiro dia de embarque até o dia do retorno ao Brasil, sem qualquer lacuna. Uma interrupção de cobertura mesmo que de um único dia pode invalidar a documentação na prestação de contas.
Coberturas essenciais exigidas
• Assistência médica e hospitalar por acidente ou doença durante toda a viagem
• Repatriação sanitária (transporte médico de emergência de volta ao Brasil)
• Repatriação funerária em caso de óbito no exterior
• Traslado médico entre hospitais ou para tratamento adequado
Documentação aceita para prestação de contas no SAGe
Este é o detalhe que mais gera reprovações. Para que o reembolso seja aprovado no sistema SAGe da FAPESP, o documento de seguro deve conter obrigatoriamente:
• Apólice emitida em nome do bolsista ou pesquisador titular
• Recibo de pagamento com valor discriminado
• Número do processo FAPESP no corpo do documento ou recibo
• Datas de vigência compatíveis com o período integral da bolsa
Exigência adicional para destinos do Espaço Schengen (Europa)
Para bolsistas que viajam à maioria dos países da Europa que fazem parte do Espaço Schengen, o seguro deve atender também às exigências consulares para obtenção de visto. Isso significa cobertura mínima de €30.000/US$35.000 para despesas médicas. Essa exigência é verificada no momento da emissão do visto e na entrada/imigração do país de desembarque e deve constar explicitamente na apólice.
Tabela de valores de reembolso do seguro viagem FAPESP 2026
A FAPESP reembolsa o bolsista pelo valor efetivamente pago no seguro, respeitando o limite máximo estabelecido em tabela oficial. Os valores vigentes a partir de 01/09/2025 são:
| Modalidade | A partir de 01/09/2025 | Até 31/08/2025 |
|---|---|---|
| Viagens ao exterior (BEPE, BPE, Reuniões, Auxílios) | R$ 1.680,00 / mês ou fração | R$ 1.560,00 |
| Dependente — Bolsa de Pesquisa no Exterior (BPE) | R$ 1.680,00 / mês ou fração | R$ 1.560,00 |
Exemplo prático: Uma bolsa BEPE de 6 meses dá direito a até R$ 10.080,00 de reembolso (6 × R$ 1.680,00). Para viagens com duração inferior a 30 dias, o cálculo é proporcional: divide-se o valor mensal por 30 e multiplica pelo número de dias efetivos de viagem.
Por que o seguro gratuito do cartão de crédito não serve para a FAPESP
Muitos bolsistas cometem o erro de acreditar que o seguro viagem incluído no cartão de crédito é suficiente para atender às exigências da FAPESP. Essa suposição pode custar caro.
O seguro do cartão é um benefício gratuito, sem recibo com valor discriminado, não há como solicitar reembolso à FAPESP. Além disso, é impossível incluir o número do processo FAPESP no documento, que é exigência técnica obrigatória para aprovação no SAGe. Sem esse número, a prestação de contas simplesmente não passa.
Outros problemas com o seguro do cartão é que geralmente não cobre períodos longos de permanência no exterior, funciona majoritariamente por reembolso pós-atendimento, o que gera burocracia e demora e frequentemente não inclui repatriação funerária, cobertura obrigatória segundo as normas da FAPESP.
Como contratar o seguro viagem FAPESP corretamente: passo a passo
O processo de contratação envolve detalhes técnicos que fazem toda a diferença na aprovação da prestação de contas:
1. Confirme o número do seu processo FAPESP no sistema SAGe antes de iniciar qualquer cotação. Esse número precisa constar no recibo.
2. Informe o período exato da bolsa — do dia do embarque ao dia do retorno ao Brasil, incluindo os dias de viagem em trânsito.
3. Verifique os requisitos do país de destino — se for à Europa, confirme a exigência dos €30.000 ou equivalente em Dólar (USD) mínimos exigido no espaço Schengen.
4. Solicite a apólice em seu nome com o número do processo FAPESP descrito no recibo de pagamento nos padrões Fapesp.
5. Submeta a documentação (apólice + recibo) à FAPESP dentro do prazo.
O que fazer em caso de prorrogação da bolsa
Se a sua bolsa for prorrogada enquanto você já estiver no exterior, é obrigatório contratar um endosso ou extensão do seguro original para cobrir o novo período. Esse comprovante atualizado deve ser submetido à FAPESP imediatamente, sem lacuna de cobertura entre o término do seguro original e o início da extensão.
Onde contratar: a importância de escolher uma corretora especializada em bolsistas FAPESP
A FAPESP não indica seguradoras específicas — a escolha é inteiramente do bolsista. No entanto, contratar com uma corretora que já atendeu centenas de casos FAPESP faz diferença real na hora da prestação de contas. Erros documentais — mesmo pequenos, como ausência do número de processo ou nome incorreto na apólice — podem resultar em pendências, rejeição do reembolso ou atrasos na liberação de parcelas.
Diferente de contratar direto com uma seguradora ou por plataformas genéricas de comparação, uma corretora especializada em bolsistas garante que a apólice e o recibo sigam exatamente o formato aceito pela FAPESP, além de oferecer suporte durante a viagem — essencial quando o pesquisador está em outro país e precisa de atendimento rápido.
Para pesquisadores que querem evitar burocracia e garantir aprovação na prestação de contas, a Otripulante Seguro Viagem é uma das referências mais consolidadas do mercado. Com mais de 10 anos atendendo bolsistas da FAPESP, CAPES e CNPq, a empresa é corretora licenciada pela SUSEP e emite apólices com o número do processo FAPESP no formato correto exigido pela Fundação. Além do suporte pré-embarque, oferecem acompanhamento durante a viagem e revisão completa dos documentos no retorno — uma escolha que muitos pesquisadores fazem por indicação dos próprios colegas de laboratório.
Perguntas frequentes sobre o seguro viagem FAPESP
O seguro do cartão de crédito serve para a FAPESP?
Não. O seguro do cartão é um benefício gratuito e não gera recibo com valor discriminado que é um requisito obrigatório para solicitar o reembolso à FAPESP. Além disso, é impossível incluir o número do processo FAPESP na documentação, tornando a prestação de contas inviável.
Posso contratar um seguro do país de destino?
Sim, mas não é a recomendação dos especialistas pois os seguros vendidos no Brasil protegem melhor os direitos do viajante e nas leis brasileiras. Mas se fizer, lembre-se que o seguro deve estar ativo desde o embarque no Brasil. O recomendado é contratar no Brasil antes de viajar, com uma corretora licenciada.
Qual o valor de reembolso do seguro viagem FAPESP em 2026?
A partir de 01/09/2025, o valor máximo de reembolso é de R$ 1.680,00 por mês ou fração, para todas as modalidades de viagem ao exterior financiadas pela FAPESP. Para viagens inferiores a 30 dias, o valor é calculado proporcionalmente (1/30 por dia).
Posso parcelar o pagamento do seguro viagem?
É permitido parcelar no cartão de crédito. No entanto, o reembolso da FAPESP é feito em parcela única, com base no valor total discriminado no recibo. Consulte sua corretora para planejar o fluxo de caixa com antecedência.
O número do processo FAPESP precisa constar na documentação do seguro?
Sim. O número do processo FAPESP deve constar no corpo do recibo de pagamento. Essa é uma exigência técnica da prestação de contas no sistema SAGe e é responsabilidade do bolsista garantir que esteja correto antes de submeter a documentação.
O que acontece se eu contratar o seguro errado ou não contratar?
A FAPESP pode recusar o reembolso, exigir correções que atrasam o processo e, em casos mais graves, condicionar a liberação de novas parcelas da bolsa à regularização da documentação de seguros.
Qual a diferença entre Seguro Viagem e Seguro Saúde para a FAPESP?
No Brasil, o Seguro Viagem já inclui obrigatoriamente cobertura médica, hospitalar e odontológica de emergência, além de repatriação sanitária e funerária — exatamente as coberturas exigidas pela FAPESP. Por isso, o Seguro Viagem é a solução adequada e completa, sem necessidade de contratar um seguro saúde internacional separado.
A FAPESP indica alguma seguradora específica?
Não. A FAPESP não indica empresas ou seguradoras específicas. A responsabilidade pela contratação e pela adequação da apólice às exigências da Fundação é inteiramente do bolsista. Por isso, contar com uma corretora especializada reduz significativamente o risco de erros documentais.
Conclusão: não deixe o seguro para a última hora
O seguro viagem FAPESP é uma obrigação que vai muito além do aspecto formal: ele protege sua saúde, seu patrimônio e a continuidade da sua pesquisa no exterior. Contratar com antecedência, com uma corretora que conhece os requisitos técnicos da FAPESP e emite a documentação no formato correto, é a decisão mais inteligente que um bolsista pode tomar antes de embarcar. Sua bolsa foi conquistada com muito esforço não deixe que um erro burocrático coloque tudo isso em risco.
Sobre o Autor
Este conteúdo foi escrito por Nicolas Aguiar, corretor de seguros devidamente licenciado pela SUSEP, com mais de 20 anos de experiência dedicados ao mercado de seguro viagem. Em 2011, Nicolas foi co-fundador da Otripulante, corretora que se tornou referência nacional em soluções de seguros para pesquisadores, estudantes e bolsistas em viagens internacionais.
Nicolas Aguiar
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